Neemias Félix
Creio num Deus que respeita a vontade do homem em
escolher viver longe dEle e, apesar do Seu amor manifestado na cruz, creio que esse mesmo Deus pode deixá-lo ir
diretinho diretinho para o inferno, que imagino ser mais a ausência do Criador do
que um lugar terrível e asqueroso. Até porque, se fossem forçadas a ir para o
céu, essas pessoas se sentiriam desconfortáveis, deslocadas como “peixes fora
da água”, na presença de um Deus tão santo e tão bom.
Não creio que Deus esteja "de bem" com a
Humanidade. Está, isto sim, de bem consigo mesmo. Um Deus que chora e lamenta
sobre a Humanidade perdida e vê o "mundo jazendo no Maligno" não pode
estar tão tranquilo assim.
Creio, sim, num Deus que também manda matar e
delegou às autoridades (ao Estado) o poder de usar a espada (Rm 13.4) como
elemento saneador e não vingativo ou odiento para extirpar a vida daquele que,
como um câncer ou certos agentes patogênicos, infecciona a Humanidade. Nem
sempre matar é um mal. Extirpar um tumor canceroso é, também, uma prova de
amor. Assim, analogicamente, creio ser a pena de morte uma medida extrema, mas
necessária para alguns tipos de crime. Discordar dela é querer ser mais justo do
que o próprio Deus. E eu não sou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário