quarta-feira, 26 de junho de 2013

CREIO NUM DEUS QUE MATA, SIM.


Neemias Félix
Creio num Deus que respeita a vontade do homem em escolher viver longe dEle e, apesar do Seu amor manifestado na cruz, creio  que esse mesmo Deus pode deixá-lo ir diretinho diretinho para o inferno, que imagino ser mais a ausência do Criador do que um lugar terrível e asqueroso. Até porque, se fossem forçadas a ir para o céu, essas pessoas se sentiriam desconfortáveis, deslocadas como “peixes fora da água”, na presença de um Deus tão santo e tão bom.

Não creio que Deus esteja "de bem" com a Humanidade. Está, isto sim, de bem consigo mesmo. Um Deus que chora e lamenta sobre a Humanidade perdida e vê o "mundo jazendo no Maligno" não pode estar tão tranquilo assim.


Creio, sim, num Deus que também manda matar e delegou às autoridades (ao Estado) o poder de usar a espada (Rm 13.4) como elemento saneador e não vingativo ou odiento para extirpar a vida daquele que, como um câncer ou certos agentes patogênicos, infecciona a Humanidade. Nem sempre matar é um mal. Extirpar um tumor canceroso é, também, uma prova de amor. Assim, analogicamente, creio ser a pena de morte uma medida extrema, mas necessária para alguns tipos de crime. Discordar dela é querer ser mais justo do que o próprio Deus. E eu não sou.