segunda-feira, 20 de maio de 2013

O INIMIGO INSUSPEITÁVEL DA FAMÍLIA


Neemias Félix

Se perguntássemos à maioria dos cristãos brasileiros a respeito do maior inimigo da família, provavelmente teríamos como resposta a falta de amor, a televisão, a Internet, os problemas financeiros, etc., no que não estariam completamente errados.

Há, no entanto, um inimigo mais forte, pela sua sutileza, sagacidade e por açambarcar uma série de prerrogativas, adquirindo assim um poder incrivelmente enorme e, pior que isso, insuspeitável. Não estou falando de nada sobrenatural, portanto, se você pensou no Diabo, enganou-se, ainda que o Príncipe das Trevas possa estar por trás de toda obra de natureza ruim.

Refiro-me ao Estado, aqui entendido como conjunto das instituições que controlam e administram uma nação, incluindo os Três Poderes, que tanto conhecemos desde os bancos das escolas primárias.

Considerando apenas os últimos dez anos, a família recebeu mais ataques dessa instituição do que nos mais de cem anos de existência da República. Não bastasse o desleixo com a segurança dos cidadãos, que nunca consegue proporcionar, por causa da extrema leniência das leis e relaxamento na sua execução, e a sua enorme sede de arrecadar impostos para malgastá-los em suas homéricas farras, o Estado brasileiro vai, gradativamente mas com muita fúria, solapando os valores mais caros da nação brasileira cristã.

Desde o Estatuto da Criança e do Adolescente à insólita e inconstitucional união estável de pessoas do mesmo sexo; desde as tentativas constantes de descriminação do aborto e da maconha à regularização da “profissão” de prostituta. Sem mencionar o absurdo PL 122, que tenta amordaçar toda a comunidade cristã brasileira, e a intromissão ditatorial nos costumes e práticas tradicionais da família, com a proposta da Lei da Palmada, excrescência que nem as piores ditaduras mundiais ousaram realizar.

O pior é que a sociedade, de modo geral, assiste passivamente a esses desmandos, sem nenhuma noção da gravidade do momento que estamos vivendo. Apenas umas poucas vozes da liderança cristã, algumas delas pouco abalizadas até por questões éticas, se levantam com a coragem de profetas como Elias e João Batista para bradar contra esse Estado insensato.

Que no mês de maio, escolhido como o Mês da Família, Deus nos traga à reflexão, à consciência e à ação efetiva, como cristãos de dupla cidadania. Que terra e céu se abracem num objetivo só.

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