Neemias Félix
Se perguntássemos à maioria dos cristãos brasileiros
a respeito do maior inimigo da família, provavelmente teríamos como resposta a falta de amor, a televisão, a Internet, os
problemas financeiros, etc., no que não estariam completamente errados.
Há, no entanto, um inimigo mais forte, pela sua
sutileza, sagacidade e por açambarcar uma série de prerrogativas, adquirindo
assim um poder incrivelmente enorme e, pior que isso, insuspeitável. Não estou
falando de nada sobrenatural, portanto, se você pensou no Diabo, enganou-se,
ainda que o Príncipe das Trevas possa estar por trás de toda obra de natureza
ruim.
Refiro-me ao Estado, aqui entendido como conjunto
das instituições que controlam e administram uma nação, incluindo os Três
Poderes, que tanto conhecemos desde os bancos das escolas primárias.
Considerando apenas os últimos dez anos, a família
recebeu mais ataques dessa instituição do que nos mais de cem anos de
existência da República. Não bastasse o desleixo com a segurança dos cidadãos,
que nunca consegue proporcionar, por causa da extrema leniência das leis e
relaxamento na sua execução, e a sua enorme sede de arrecadar impostos para
malgastá-los em suas homéricas farras, o Estado brasileiro vai, gradativamente
mas com muita fúria, solapando os valores mais caros da nação brasileira
cristã.
Desde o Estatuto da Criança e do Adolescente à
insólita e inconstitucional união estável de pessoas do mesmo sexo; desde as
tentativas constantes de descriminação do aborto e da maconha à regularização
da “profissão” de prostituta. Sem mencionar o absurdo PL 122, que tenta
amordaçar toda a comunidade cristã brasileira, e a intromissão ditatorial nos
costumes e práticas tradicionais da família, com a proposta da Lei da Palmada,
excrescência que nem as piores ditaduras mundiais ousaram realizar.
O pior é que a sociedade, de modo geral, assiste
passivamente a esses desmandos, sem nenhuma noção da gravidade do momento que
estamos vivendo. Apenas umas poucas vozes da liderança cristã, algumas delas
pouco abalizadas até por questões éticas, se levantam com a coragem de profetas
como Elias e João Batista para bradar contra esse Estado insensato.
Que no mês de maio, escolhido como o Mês da Família,
Deus nos traga à reflexão, à consciência e à ação efetiva, como cristãos de
dupla cidadania. Que terra e céu se abracem num objetivo só.
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