Neemias Félix
Phablo
Félix Pereira, um rapaz de 23 anos, foi brutalmente assassinado.
As
testemunhas afirmam que eram dois os bandidos que tiraram a vida do jovem operador
de controle-mestre da TV Gazeta, de Vitória. O que elas talvez não saibam é que
os dois verdadeiros assassinos têm outros nomes.
Seus
assassinos não são aqueles homens que deixaram suas assinaturas no depoimento à
polícia de Linhares. Não são aqueles que, covardemente, atiraram nele na
tranquila e antiga Rua da Conceição, que viu a progressista cidade nascer e
desenvolver-se ao seu lado. Quem atira é apenas o executor, o responsável
imediato pelo crime. Esses celerados são a consequência nefasta daquilo que se
costuma chamar de “a miserável condição humana”, mas os verdadeiros assassinos
são outros.
O
nome do primeiro assassino de Phablo recebe o nome de pecado. Ele não aparece nos jornais, na TV ou em outras mídias.
Exatamente porque todo mundo o ignora, esse assassino caminha tranquilo na
trajetória da humanidade. As pessoas não gostam de tocar no seu nome. Umas
porque acham-no “religioso” demais, fora de moda, coisa para sermão de
pregadores fanáticos. Por isso mesmo é mais moderno arranjar outros nomes menos
quadrados e mais palatáveis, como “erro”, “falha”, “desvio de conduta” ou termo
semelhante. Outras, por uma razão mais hipócrita, têm verdadeiro pavor da
palavra. Essa razão é muito simples: não querem reconhecer a doença espiritual
em que elas mesmas e toda a humanidade se chafurdaram depois da queda.
O
mundo prefere amar o engano e procurar respostas mais sofisticadas para as suas
mazelas...
“O
salário do pecado é a morte”, diz certo livro antigo, geralmente vestido de uma
capa grave e preta. E a morte entrou no mundo pela via do pecado. A morte está
nas nossas células. Cedo ou tarde morreremos, isso é inevitável. Pelas mãos de
um abortista, pela doença, pelas mãos de um celerado... Um dia todos
morreremos.
O
segundo assassino de Phablo foi o Estado. Sim, o Estado, como conjunto dos
poderes políticos de um país, ou, como se diz em Direito, a “nação
politicamente organizada”.
Sim,
o Estado, essa entidade maléfica que, como um polvo, lança seus gananciosos
tentáculos para nos submeter e controlar; esse chupim ganancioso e sequioso de
tungar nossas finanças e meter as garras nos nossos bolsos; essa praga
perdulária, que rouba o nosso suado dinheiro com seus impostos escorchantes e
ainda o gasta mal; esse mar de corrupção, que destrói a família com suas leis
ignóbeis engendradas nas profundezas do inferno; que se intromete em todos os
negócios, desde o petróleo à fabricação de roupas íntimas; que promove o
aborto; que rasga a Constituição, legalizando a união bigode com bigode; que
financia e patrocina passeatas de pervertidos sexuais; que gasta tubos de
dinheiro para deseducar nossas crianças com filmetes obscenos nas escolas,
dizendo educá-las com orientação sexual; que financia movimentos de guerrilha
destruidores de plantações; esse instrumento de satanás que quer legalizar a
maconha e a prostituição; esse padrasto do diabo que pretende ensinar os pais
de família a educar seus próprios filhos, tirando-lhes o direito sagrado e
bíblico de corrigir suas crianças conforme suas convicções cristãs; esse estado
pagão, que arranca os crucifixos das repartições públicas, mas não arranca a
imundície de suas próprias entranhas.
Sim,
o segundo assassino desse garoto foi o Estado, que não consegue desempenhar com
competência uma das pouquíssimas funções da sua razão de existir, que é a
segurança dos cidadãos de bem - essa, sim, a prioridade das prioridades. Sim, é
ele, o Estado assassino, o promotor das leis flácidas e permissivas; das penas
brandas e inócuas; dos benefícios descabidos; da progressão irresponsável; dos
indultos; das cestinhas básicas; das prestaçõezinhas de serviços; da saidinha
pra ver a mãe que o próprio preso matou;
da tarja preta que protege o bandido menor na televisão; dos três aninhos de
“ressocialização” para os “menores” galalaus de quase dois metros de altura; do
ECA e suas deformidades; o Estado do mensalão e dos mensaleiros, da propina e
do jeitinho; enfim, o Estado campeão mundial da IMPUNIDADE.
Esses
são os dois verdadeiros assassinos de Phablo Félix Pereira. Para o primeiro, só
há um remédio: o sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado. Só esse
remédio basta para a salvação da humanidade. Jesus, entretanto, sabia que nem
todos o tomariam, que neste mundo há cidadãos do céu e da terra. Por essa razão
permitiu a instituição do governo e da autoridade. Tal beneplácito está
registrado na Carta aos Romanos, capítulo 13, versos 1 a 7. Esse texto mostra
um outro Estado: aquele que, embasado nos valores e na justiça de Deus, assume
o seu lugar como vingador e exerce a função, dada pelo próprio Deus, de
executar a pena, inclusive a capital, contra aquele que pratica o mal. É desse
Estado que precisamos.
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