segunda-feira, 24 de setembro de 2012

OS DOIS ASSASSINOS DE PHABLO FÉLIX


Neemias Félix

Phablo Félix Pereira, um rapaz de 23 anos, foi brutalmente assassinado.

As testemunhas afirmam que eram dois os bandidos que tiraram a vida do jovem operador de controle-mestre da TV Gazeta, de Vitória. O que elas talvez não saibam é que os dois verdadeiros assassinos têm outros nomes.

Seus assassinos não são aqueles homens que deixaram suas assinaturas no depoimento à polícia de Linhares. Não são aqueles que, covardemente, atiraram nele na tranquila e antiga Rua da Conceição, que viu a progressista cidade nascer e desenvolver-se ao seu lado. Quem atira é apenas o executor, o responsável imediato pelo crime. Esses celerados são a consequência nefasta daquilo que se costuma chamar de “a miserável condição humana”, mas os verdadeiros assassinos são outros.

O nome do primeiro assassino de Phablo recebe o nome de pecado. Ele não aparece nos jornais, na TV ou em outras mídias. Exatamente porque todo mundo o ignora, esse assassino caminha tranquilo na trajetória da humanidade. As pessoas não gostam de tocar no seu nome. Umas porque acham-no “religioso” demais, fora de moda, coisa para sermão de pregadores fanáticos. Por isso mesmo é mais moderno arranjar outros nomes menos quadrados e mais palatáveis, como “erro”, “falha”, “desvio de conduta” ou termo semelhante. Outras, por uma razão mais hipócrita, têm verdadeiro pavor da palavra. Essa razão é muito simples: não querem reconhecer a doença espiritual em que elas mesmas e toda a humanidade se chafurdaram depois da queda.

O mundo prefere amar o engano e procurar respostas mais sofisticadas para as suas mazelas...

“O salário do pecado é a morte”, diz certo livro antigo, geralmente vestido de uma capa grave e preta. E a morte entrou no mundo pela via do pecado. A morte está nas nossas células. Cedo ou tarde morreremos, isso é inevitável. Pelas mãos de um abortista, pela doença, pelas mãos de um celerado... Um dia todos morreremos.

O segundo assassino de Phablo foi o Estado. Sim, o Estado, como conjunto dos poderes políticos de um país, ou, como se diz em Direito, a “nação politicamente organizada”.

Sim, o Estado, essa entidade maléfica que, como um polvo, lança seus gananciosos tentáculos para nos submeter e controlar; esse chupim ganancioso e sequioso de tungar nossas finanças e meter as garras nos nossos bolsos; essa praga perdulária, que rouba o nosso suado dinheiro com seus impostos escorchantes e ainda o gasta mal; esse mar de corrupção, que destrói a família com suas leis ignóbeis engendradas nas profundezas do inferno; que se intromete em todos os negócios, desde o petróleo à fabricação de roupas íntimas; que promove o aborto; que rasga a Constituição, legalizando a união bigode com bigode; que financia e patrocina passeatas de pervertidos sexuais; que gasta tubos de dinheiro para deseducar nossas crianças com filmetes obscenos nas escolas, dizendo educá-las com orientação sexual; que financia movimentos de guerrilha destruidores de plantações; esse instrumento de satanás que quer legalizar a maconha e a prostituição; esse padrasto do diabo que pretende ensinar os pais de família a educar seus próprios filhos, tirando-lhes o direito sagrado e bíblico de corrigir suas crianças conforme suas convicções cristãs; esse estado pagão, que arranca os crucifixos das repartições públicas, mas não arranca a imundície de suas próprias entranhas.

Sim, o segundo assassino desse garoto foi o Estado, que não consegue desempenhar com competência uma das pouquíssimas funções da sua razão de existir, que é a segurança dos cidadãos de bem - essa, sim, a prioridade das prioridades. Sim, é ele, o Estado assassino, o promotor das leis flácidas e permissivas; das penas brandas e inócuas; dos benefícios descabidos; da progressão irresponsável; dos indultos; das cestinhas básicas; das prestaçõezinhas de serviços; da saidinha pra ver a mãe que o  próprio preso matou; da tarja preta que protege o bandido menor na televisão; dos três aninhos de “ressocialização” para os “menores” galalaus de quase dois metros de altura; do ECA e suas deformidades; o Estado do mensalão e dos mensaleiros, da propina e do jeitinho; enfim, o Estado campeão mundial da IMPUNIDADE.

Esses são os dois verdadeiros assassinos de Phablo Félix Pereira. Para o primeiro, só há um remédio: o sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado. Só esse remédio basta para a salvação da humanidade. Jesus, entretanto, sabia que nem todos o tomariam, que neste mundo há cidadãos do céu e da terra. Por essa razão permitiu a instituição do governo e da autoridade. Tal beneplácito está registrado na Carta aos Romanos, capítulo 13, versos 1 a 7. Esse texto mostra um outro Estado: aquele que, embasado nos valores e na justiça de Deus, assume o seu lugar como vingador e exerce a função, dada pelo próprio Deus, de executar a pena, inclusive a capital, contra aquele que pratica o mal. É desse Estado que precisamos.

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